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Semana do Júlio Neves - Named pipe

Colaboração: Júlio Neves

Data de Publicação: 21 de Fevereiro de 2005

A partir de hoje e até o próximo domingo, a Dicas-L irá veicular dicas sobre programação shell escritas pelo Júlio Neves, autor do livro mais conhecido sobre programação shell do Brasil.

Além do livro, o Júlio escreveu uma série interessantissima sobre o mesmo assunto para a revista LinuxMagazine.

Aproveitem pois a semana será muito produtiva :-)


Named pipe

Durante toda esta semana, mostrarei algumas facilidades do Shell (Bash) que não são frequentadoras habituais das listas de discussão.

Um outro tipo de pipe é o named pipe, que também é chamado de FIFO. FIFO é um acrônimo de "First In First Out" que se refere à propriedade em que a ordem dos bytes entrando no pipe é a mesma que a da saída. O name em named pipe é, na verdade, o nome de um arquivo. Os arquivos tipo named pipes são exibidos pelo comando ls como qualquer outro, com poucas diferenças:

  $ ls -l fifo1
  prw-r-r--   1   julio   dipao   0 Jan 22 23:11 fifo1|

o p na coluna mais à esquerda indica que fifo1 é um named pipe. O resto dos bits de controle de permissões, quem pode ler ou gravar o pipe, funcionam como um arquivo normal. Nos sistemas mais modernos uma barra vertical (|) colocado ao fim do nome do arquivo, é outra dica, e nos sistemas LINUX, onde a opção de cor está habilitada, o nome do arquivo é escrito em vermelho por default.

Nos sistemas mais antigos, os named pipes são criados pelo programa mknod, normalmente situado no diretório /etc. Nos sistemas mais modernos, a mesma tarefa é feita pelo mkfifo. O programa mkfifo recebe um ou mais nomes como argumento e cria pipes com estes nomes. Por exemplo, para criar um named pipe com o nome pipe1, faça:

  $ mkfifo pipe1

Exemplo:

Como sempre, a melhor forma de mostrar como algo funciona é dando exemplos. Suponha que nós tenhamos criado o named pipe mostrado anteriormente. Em outra sessão ou uma console virtual, faça:

  $ ls -l > pipe1

e em outra, faça:

  $ cat < pipe1

Voilá! A saída do comando executado na primeira console foi exibida na segunda. Note que a ordem em que os comandos ocorreram não importa.

Se você prestou atenção, reparou que o primeiro comando executado, parecia ter "pendurado". Isto acontece porque a outra ponta do pipe ainda não estava conectada, e então o kernel suspendeu o primeiro processo até que o segundo "abrisse" o pipe. Para que um processo que usa pipe não fique em modo de wait, é necessário que em uma ponta do pipe tenha um processo "tagarela" e na outra um "ouvinte".

Uma aplicação muito útil dos named pipes é permitir que programas sem nenhuma relação possam se comunicar entre si, os named pipes também são usados para sincronizar processos, já que em um determinado ponto você pode colocar um processo para "ouvir" ou para "falar" em um determinado named pipe e ele daí só sairá, se outro processo "falar" ou "ouvir" aquele pipe.

Até amanhã...

  Duvidas? julio.neves@gmail.com
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  [Conheça também o livro de Programação Shell de Júlio Neves http://www.temporeal.com.br/produtos.php?id=170321&rnd=1564]


Veja a relação completa dos artigos de Júlio Neves

 

 

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