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Colaboração: Rubens Queiroz de Almeida

Data de Publicação: 22 de Fevereiro de 2000

Estou incluindo nesta mensagem colaborações e comentários de vários leitores sobre mensagens veiculadas na Dicas-L: Lista sobre software Microsiga Linux Swap - Comentários Backup Pessoal - Comentários


Lista sobre software Microsiga

Edinilson J. Santos

Muitas empresas utilizam o software Microsiga mas os gerentes de CPD nao tem um canal de comunicacao entre si. Por isso resolvemos abrir uma lista sobre microsiga e compartilhar nossos 10 anos de experiencia com o sistema O endereco e:

  microsiganews-subscribe@egroups.com

Gnu Linux Swap - Comentários

Fernando M. Roxo da Motta [<ss51 (a) ep-ba petrobras com br>]

  > Linux Swap
  > ---------------------------------------------------------------------
  > Colaboracao: Ricardo [engel@ruralrj.com.br]
  > 
  > Quando um usuario novato pretende instalar o Linux, a primeira
  > coisa que e dita para nos e que temos que particionar o nosso HD (isto
  ===================8<---------------------------------
  
  > No unix, temos os chamados dispositivos de loopback, que sao
  > arquivos comuns em discos que podem ser "disfarcados" como um novo
  > dispositivo de disco, como um CD-ROM, disquete ou um proprio HD. Muitos
  > "queimadores" de CD-ROM criam uma imagem desse tipo no HD e depois
  > copiam-na por completo para o CD. Igualmente se faz com um disco de boot
  > (que e muito bem descrito no Bootdisk-HOWTO). Mas para voce usar um
  > dispositivo loopback, tem que ter acionado esta opcao Kernel (que muitas
  > distribuicoes o fazem por default). Para saber e so ver se aparece uma
  > mensagem do tipo no texto do boot. No Kernel 2.2.14, a mensagem aparece
  > assim: "". Caso nao apareca nem algo parecido na hora em que voce inicia o
    ^

Faltou a mensagem aqui.

  > seu linux, e provavel que voce tenha que recompilar o kernel (que esta
  > fora do escopo desta dica. Procure o Kernel-HOWTO para maiores
  > informacoes).

De qualquer forma, é pouco provável que seja necessário recompilar o cerne, as distribuições atuais trazem (praticamente) todos os recursos disponíveis como módulos. Para ativar qualquer destas funcionalidades basta carregar os módulos correspondentes. Estes módulos podem ser carregados manualmente ou usando o suporte do cerne para a carga automática. Para saber as configurações automáticas atuais podemos usar o comando :

  prompt$ /sbin/modprobe -c
  # This file was generated by: modprobe -c (2.1.121)
  path[misc]=/lib/modules/2.2.12-5cl
  path[pcmcia]=/lib/modules/2.2.12-5cl
  ==============8<---------  trecho cortado  ------------
  alias iso9660 isofs
  alias block-major-7 loop
  alias block-major-8 sd_mod
  alias block-major-11 sr_mod
  ==============8<---------  trecho cortado  ------------

Veja o "loop" acima, ele corresponde ao dispositivo de bloco do "tipo 7":

  prompt$ ls -l /dev/loop*
  brw-rw----   1 root     disk       7,   0 May  5  1998 /dev/loop0
  brw-rw----   1 root     disk       7,   1 May  5  1998 /dev/loop1
  brw-rw----   1 root     disk       7,   2 May  5  1998 /dev/loop2
  brw-rw----   1 root     disk       7,   3 May  5  1998 /dev/loop3
  brw-rw----   1 root     disk       7,   4 May  5  1998 /dev/loop4
  brw-rw----   1 root     disk       7,   5 May  5  1998 /dev/loop5
  brw-rw----   1 root     disk       7,   6 May  5  1998 /dev/loop6
  brw-rw----   1 root     disk       7,   7 May  5  1998 /dev/loop7
  ^                                  ^
  |                                  |
  |                                  +----  "tipo 7"
  ==--------------  Dispositivo de bloco.==

Se vale uma dica ( hmmm.... Vou ficar te devendo esta ;)) são poucas as justificativas (hoje) para um usuário recompilar o cerne.

  > 
  > Bem, com a certeza que voce tem essa opcao acionada o kernel,
  > vamos para o proximo passo: desligar a sua area de swap (nao causa nenhum
  > problema para a maquina. No maximo ela ficara um pouco mais lenta). Inicie
  > uma sessao como usuario root e digite o seguinte comando:
  > 
  > % swapoff -a

Hmmm.... Na verdade não há necessidade de desativar o "swap" para estas experiências ( muito interessantes ), você pode ter vários dispositivos de "swap" ativos ao mesmo tempo.

  > Isso fara com que seu todas as particoes de swap sejam desligadas. Agora
  > e a fase de criar o arquivo de swap:
  > 
  > % dd if=/dev/zero of=/dev/swap bs=1k count=20k
  > 
  > O comando "dd" faz uma copia bit-a-bit de um despositivo de origem (if)
  > para o despositivo de destino (of). O parametro "bs" indica o tamanho de
  =========================8<------------------------------
  > de "megas" que voce quer e coloque um "k" depois do numero (p.ex
  > count=100k).
  > 
  > Agora nosso arquivo de swap ja esta criado, e so liga-lo. Edite

Antes de "ligá-lo" será preciso formatá-lo como uma partição "swap" :

  prompt# mkswap /dev/swap
  Configurando versão do swapspace 0, tamanho = 20967424 bytes
  > o arquivo /etc/fstab e procure a linha em que a palavra swap aparece e
  > apague-a completamente (se voce quiser ficar com duas particoes de swap,
  > nao precisa apagar). Agora so nos resta adicionar a linha para o arquivo
  > que acabamos de criar (sem as aspas, por favor):
  > 
  > "/dev/swap      swap      swap     defaults,loop     0 0"

Aqui temos outro ponte de reparo, o Linux pode usar um arquivo de "swap", em lugar de uma partição. Na verdade o sistema não vai usar a informação "loop" da linha acima. Se a linha ficar :

  /dev/swap      swap      swap     defaults     0 0

Vai funcionar igualmente bem, já que o parâmetro "loop" é simplesmente desprezado :

  prompt# cat /etc/fstab
  #
  #  Sistemas de arquivo nativos
  /dev/hda1               /                   ext2    defaults        1 1
  /dev/hda6               /home               ext2    defaults        1 2
  /dev/hda5               /usr/local          ext2    defaults        1 2
  #
  #  Sistemas de arquivo e arquivos de "swap"
  /dev/hda2               swap                swap    defaults        0 0
  /dev/swap               swap                swap    defaults        0 0
  #
  #  Outros sistemas de arquivos
  none                    /proc               proc    defaults        0 0
  none                    /dev/pts            devpts  mode=0622       0 0
  > E agora e so religar o swap com o comando "swapon -a". Assim, voce nao
  > precisa nem reiniciar o linux para as alteracoes fazerem efeito.
  prompt# free
               total       used       free     shared    buffers     cached
  Mem:         63196      61244       1952      14020      15552      17848
  -/+ buffers/cache:      27844      35352
  Swap:       136544      13548     122996
  prompt# swapon -a
  swapon: /dev/hda2: Device or resource busy
  prompt# free
               total       used       free     shared    buffers     cached
  Mem:         63196      60664       2532      11324      15552      17928
  -/+ buffers/cache:      27184      36012
  Swap:       157020      13548     143472

Como pode ser visto eu não tive necessidade nem mesmo de desabilitar a "partição" ativa de "swap". ;))

Para destivar um dispositivo/arquivo de "swap" em particular, basta usar o comando "swapoff" :

  prompt# swapoff /dev/swap
  prompt# free
               total       used       free     shared    buffers     cached
  Mem:         63196      60652       2544      11328      15552      17928
  -/+ buffers/cache:      27172      36024
  Swap:       136544      13548     122996
  > 
  > Pronto! Voce agora tem um arquivo novinho em folha e pode ate se
  > quiser apagar aquela particao do swap (eu usei a minha para colocar as
  > contas dos usuarios la. Entao, na hora da inicializacao do linux,
  > ele monta a particao do ex-swap no diretorio /home).

O ideal do "swap" é que ele nunca seja utilizado, já que acesso a disco é muito mais lento que o acesso direto à memória, conforme Ricardo <<engel (a) ruralrj com br>> já havia sugerido. Mas qual a diferença entre "swap" em uma partição própria e em um arquivo. Um "swap" em um arquivo comum, do sistema de arquivos nativo do Linux, precisará usar o método de acesso deste (ext2) e mais uma simulação do método de acesso ao dispositivo "swap". Em uma partição própria, formatada ( via 'mkswap' ) para isto, o sistema apenas usará o método de acesso para um dispositivo de "swap". Eu não fiz nenhum teste, mas desconfio que uma partição própria terá uma performance maior que um arquivo, e isto me faz preferir uma partição.

De toda forma é interessante notar que em alguma situação especial um arquivo de "swap" pode nos socorrer para correr algum processo anormalmente grande. Não devemos esquecer, também, que os dispositivos de "swap" não têm mais a limitação de 128M e que podemos ter vários dispositivos de "swap" ativos ao mesmo tempo.


Backup Pessoal - Comentários

Fernando M. Roxo da Motta [<ss51 (a) ep-ba petrobras com br>]

  > Backup Pessoal
  > ---------------------------------------------------------------------
  > Uma coisa que ninguem faz com frequencia, e que se arrepende
  > amargamente de nao fazer quando ja e tarde demais, e o backup
  > de seus arquivos de configuracao pessoais.
  > 
  > Eu criei um pequeno script que salva algumas informacoes
  > essenciais:
  > 
  > #!/bin/bash
  > tar cvzf /dev/fd0 ~/.netscape/bookmarks.html \=
  >                   ~/.netscape/preferences    \=

As versões mais novas do Netscape salvam as preferência em '~/.netscape/preferences.js'.=



 

 

Veja a relação completa dos artigos de Rubens Queiroz de Almeida

Opinião dos Leitores

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